domingo, 20 de agosto de 2017

Eclipsando com o sol para renascer em você mesmo.





Olá!
Há quanto tempo, não?!
Há tanto tempo por aqui não apareço.
Mas hoje deu-me vontade de aqui estar, de por aqui relatar, o que me vem n'alma e no pensar.

E muitas reflexões permeiam meus pensamentos nos últimos tempos, todas elas ligadas a questões do momento, do se encontrar.
Veja que simbolicamente, nesta segunda, dia 21 de agosto, teremos um eclipse total do Sol que nos remete ao fechar-se, ao eclipsar-se, ao renovar-se.
Sim, pois sempre depois que algo se fecha, outro novo abre.
Sempre depois de uma morte, vem um renascimento.
Sempre depois de uma queda, um levantar.

Nesta segunda, esse belo fenômeno astronômico nos traz essa simbologia: da morte, do eclipsar.
Aproveitando essa ideia, nos vem a pergunta: o que em mim precisa "morrer" para que algo novo "nasça"?

Para o que precisamos voltar a nossa atenção, de modo que nossa visão eclipsada pelo manto negro da escuridão para fora, possa ampliar-se para dentro e enxergar o que se faz necessário, o que é real?
Que "mortes" precisam acontecer para que o novo tenha a oportunidade de nascer, brotar, florir?

Na vida, premidos pela necessidade de segurança, muitos de nós nos agarramos em "âncoras fictícias", achando-nos seguros, estáveis. Daí vem as intempéries, as tempestades, que sacodem o mar de tal modo e maneira, que ele destroça nosso barco. E nós queremos imensamente nos agarrar aos destroços, à âncora, com medo de perder o barco, porém, se ali ficarmos, presos a ela, não apenas o barco, mas nós também vamos afundar. 

É quando temos que fazer a opção de naufragar, presos ao que nos é conhecido ou, de se jogar ao mar, ao encontro do desconhecido. Que decisão difícil!!! Que medo isso dá.
No mar revolto as águas são escuras. Abaixo delas um mundo totalmente desconhecido, cheio de perigos, de tubarões. Eu nada vejo, não consigo enxergar horizonte. Medo!! A tempestade castiga, pensamos que vamos afundar, vamos morrer!

Mas, eis que batemos em algo: é uma tábua!! E a ela nos agarramos para conseguir sobreviver no meio do desconhecido mar e da tormenta que sobre ele se abate. Vencidos pelo cansaço, desmaiamos de sono sobre ela que segue seu caminho, impulsionada pelas ondas.

Horas depois acordamos com o sol batendo em nosso rosto. 
O mar está calmo, tranquilo. Seu tom de esmeralda em contraste ao azul do céu nos fala de esperança. 
O sol nos aquece e acorda como a dizer: passou. Estás vendo, eu estou aqui de novo. 
E ao virarmos nosso olhar para o horizonte, qual não é nossa surpresa ao vislumbrarmos que chegamos ao continente, numa bela praia, de areias brancas, águas cristalinas, onde pequenos cardumes de peixes passeiam serenos em seu bailado. Os coqueiros, com suas copas altas e verdes, nos hipnotizam com seu balançar ao vento suave.

Sim, impulsionada pela correnteza do mar, a tábua foi parar numa linda e paradisíaca praia. 
Mas isso não teria acontecido se tivéssemos ficados apegados à corrente da âncora do barco, o barco que era nossa "segurança".

Lançar-se ao novo, ao desconhecido, não é fácil.
Dá medo, assusta. Acreditamos que vamos naufragar.
Mas, continuar atados às pseudo seguranças que já não nos sustentam mais é muito mais danoso.

Nessa semana que se inicia com essa simbologia de morte e renascimento do eclipse, fica o pensamento: O que em mim precisa "morrer" para que eu possa "renascer"?!

Uma linda e nova semana para você!
Xanda

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Fui ao encontro do céu e vi a beleza ...

E hoje fui ao teu encontro.
Aos meus olhos estavas desnudo, límpido, aguardando aquela que traria-te a luminosidade.
E eis que, de repente, ela começa a surgir. 
Devagar, serena, a lua saiu de trás dos mares para dizer-te: aqui estou.

E aos poucos ela foi tomando conta de ti, invadindo-te mansamente.
Assim, como quem nada desejava, ela se expandia, crescia, majestosa.
E tu que estavas, antes, da cor do ébano, aos poucos fostes ganhando mais vida, mais cor.
Um tom azulado passou a te vestir, enquanto o mar banhava-se de luz prata a desenhar um caminho infinito ao teu encontro.

Meus olhos embevecidos, não acreditavam em tanta beleza.
Nenhuma nuvem maculava o encanto daquele quadro, onde céu e mar se uniam em tal harmonia que a menor palavra parecia querer agredi-los.
Sim, não havia espaço para palavras!
Pois elas nada poderiam dizer que causasse mais encantamento do que a tua contemplação com meus olhos.

E dos meus olhos, tua beleza chegava até minha alma, tocando-a, como a doce brisa que refrescava meu corpo.
E enebriada de prazer e encanto, me vi embevecida.
Me vi muda, calada, sem coragem de nada expressar. 
Porque nada que eu dissesse revelaria o prazer que me causavas.

Ó quão vão são as palavras!
Como efêmeras e tolas elas o são, quando tentam materializar aquilo que só os olhos e o coração podem ver.  
Nesta noite de tanta beleza, conseguistes ó Céu, encher meu peito de ternura e gratidão.
Sentimentos a muito perdidos, aparentemente até esquecidos,
mas que só esperavam por ti para reencontrar o caminho de sentir.

sábado, 6 de agosto de 2016

Viagem sem volta


Me falas que podes alcançar o infinito,  
que voar é teu destino.
Que podes conhecer mares e lugares,
visitar povos e culturas.

Mas te pergunto:
E de ti o que sabes?
O que move tuas intenções?
Do que te fala o coração?

Conheces os corredores escuros de tua alma?
Sabes que monstros se escondem nas esquinas de tua mente?
Descobristes o caminho que leva ao teu coração?
Desvendastes os mistérios de ti mesmo?

Porque viajar para fora é simples, é fácil.
Conhecer lugares, cidades, países.
Perceber novas culturas e saberes.
Provar sabores e cores, isso é possível a qualquer um.

Mas viajar para o mundo íntimo, ah!!!
Para esta viagem é preciso coragem, determinação.
Ter vontade e não ter medo de assombração.
Porque esta é uma viagem sem volta.

*Imagem: Caltrin Welz

Voar

Você me pergunta sobre voar.
E eu te respondo: o que é voar?
Voar será navegar nas asas da imaginação,
ou apenas no mar do coração?

Tu me falas sobre voar.
E eu te digo: que meu pensamento voa a qualquer hora.
Se meus pés estão presos,
minha mente navega nos mares infinitos da imensidão.

Se minhas mãos estão atadas,
meu coração começa a alçar voo.
E nessa viagem não encontro limites
pois meu pouso será aonde ele me levar.

Voar nas asas da imaginação.
Voar para além das limitações.
Voar para onde existe paz.
Voar para não voltar jamais.

domingo, 19 de junho de 2016

Numa manhã de domingo...

É de manhã. 
E a chuva mansa molha a minha varanda,
aquecida pelos tímidos raios do sol dessa manhã de domingo.
No som, um clássico como todo domingo de manhã pede.

Sim, porque para se contemplar a beleza do dia que nasce
banhado pelo frio do alvorecer,
aclamado pelo cantar do beija-flor,
só uma música que nos faz enternecer.

Esse momento me traz calma, carinho, amor.
Ouço a música e me deixo tocar por seus acordes.
Ela é doce e suave, como suave é a chuva que cai.
Integrada. Eis como me sinto nesse momento,
como se eu fosse um pedaço de tudo isso que vejo, ouço e sinto.

Sim há paz e beleza no amanhecer.
No cair da garoa fina.
No silêncio que o mundo canta nesse momento.
Na composição clássica que ouço.
Isso também é vida.

Asserenar, acalmar, sentir, ouvir, se permitir.
Uma gratidão profunda toma conta do meu coração nesse momento
Um sentimento de imensa alegria e serenidade.
Obrigada meu Deus por esse momento.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Para olhar as estrelas.

E dentro da noite insone penso nas estrelas perdidas,
aquelas que não mais são contempladas por nós.
Quanto desperdício viver sem amar,
magoar-se para o infinito, fechar-se para o amor.

Ah, penso nas estrelas que não mais contamos
na noite escura do céu outonal.
Erros, tropeços, recomeços.
Tantas tentativas vãs de se reencontrar,
e nem percebíamos que mais nos afastávamos.

Ah, que serão das estrelas que não mais contemplamos,
porque ficamos fechados em nosso próprio egoísmo e medo.
Tentativas frustradas de ser feliz, negando o que se sentia.
Doce ilusão.

Mas para se olhar as estrelas com novo olhar
é preciso descer aos infernos para depois ressurgir
sentir sua própria dor, afundar.


Para em seguida renascer das cinzas renovado
reencontrado, pleno, completo.
E só assim voltar a olhar as estrelas e ser feliz.





Venha comigo viver.



Deixando-te e ao passado para trás   

sigo finalmente em frente.
Já não me prendes mais o caminhar.
Já não mais me permito parar.

Caminhos e trilhas novas,
desafios e novos encontros.
Meu encontro comigo mesma,
meu encontro com o amar.

Vida que segue intensa e verdadeira,
não mais a ilusão do que sentia.
Mas na busca da verdade,
da minha verdade.

Nessa estrada não há mais espaço para migalhas,
não há mais espaço para meio termo,
para o que não é dito.
Tudo as claras, verdades ditas, eis o presente.

Quem quiser me acompanhar assuma a sua verdade,
assim como assumi a minha.
Venha comigo pro que der e vier.
Venha comigo viver.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Reflexões de um domingo à noite ...


E a noite chegou serena.
Aos poucos o anil foi dando espaço ao ébano no céu.
Hoje não há estrelas, pois o céu se cobre de nuvens.
Contemplo-o com calma e serenidade.

Ao meu redor, apenas o som do ventilador e do Senhor dos Ventos a cantarolar seu som harmonioso, enquanto baila alegremente sob o impulso do vento.
Vejo a noite com um silêncio interno. 
É como se qualquer pensamento emitido pudesse macular a beleza desse momento. 

Meu corpo descansa de um dia puxado.
Minha alma pede serenidade.
Minha mente, calma.
Meu coração, paz.

E enquanto muitos nesse momento se esbaldam numa alegria fugaz, 
eu. em minha quietude, agradeço por esses breves momentos de calmaria. 
A vida é breve, é verdade.
Hoje passa com uma velocidade inimaginável, porém me recuso a continuar escrava dessa urgência.

Acho que uma das vantagens da idade madura é você começar a entender que tempo é diretamente proporcional a qualidade, e não, a quantidade. 
Aprender a focar e se concentrar naquilo que é importante.
Não ter mais a necessidade de abraçar o mundo com as pernas.
Isso começa a trazer uma outra relação com você e o que lhe cerca.

Bom, isso são apenas reflexões de um domingo à noite.
Vamos à contemplação.
Vamos à vida. 


domingo, 10 de janeiro de 2016

Todos temos um Darth Vader dentro de nós.


Olá pessoas, tô de volta.
Hoje resolvi dar uma passadinha por aqui pra conversar sobre um tema que andou "nas rodas", da segunda quinzena de dezembro pra cá: o filme Star Wars.

Mas calma!!!
Não estou aqui para falar do filme em si (que particularmente eu amei e já quero ver de novo!), mas do que a história traz de ensinamento para nós. Sim, porque até num filme de ficção a gente tira reflexões e, porque não dizer, aprendizados para nossa vida. Então vamos lá.

Qual é o mote da história do Star Wars?
A luta pelo domínio da Força. Segundo o enredo, a força é um dom que algumas pessoas possuem e que as faz ter um controle mental diferenciado, uma capacidade de controlar a energia que a cerca. Ela não escolhe as pessoas pela condição moral dela, vem pra todos, mas é algo a ser usado para o bem, para promover a paz, a segurança e a ordem. Seus detentores são denominados guerreiros Jedis e possuem um sabre de luz que os ajuda nas batalhas. Eles são treinados para controlarem "a força" a partir do equilíbrio de seus sentimentos e emoções, vibrando só no bem e no belo.

Entretanto, alguns debandam para o "lado negro da força", ou seja, não aceitam servir ao próximo, mas sim, comandar, coagir, dominar. Eles se embriagam com o poder que percebem em si e se iludem com ele, buscando assim um prestígio ilusório pautado na violência e subjugação do seu semelhante. E tudo começou com o Anakin Skywalker numa galáxia distante ...

Anakin era um jovem com poderes Jedi que é levado para a sede do império para ser treinado. Desde cedo, o garoto demonstrava uma aguçada inteligência e forte intuição. Criado apenas pela mãe, tem uma ligação emocional muito grande com ela. Descoberto por um mestre Jedi, Anakim é considerado o "escolhido de uma profecia" que dizia que ele traria o equilíbrio à força. Esta, era perceptivelmente diferenciada nele, entretanto, apesar das suas imensas capacidades mentais, nosso jovem Jedi era instável em seu emocional. Ele possuía um medo: o de perder a sua mãe.

Apesar dos ensinamentos e treinamentos, Anakim se deixa levar pelo ódio ao ver sua mãe morrer em seus braços depois de ser torturada pelo "povo da areia". Descontrolado, ele assassina a todos do acampamento onde a mãe estava presa, como uma forma de vingança. Ai acontece o primeiro desequilíbrio emocional violento do nosso herói.

O segundo grande abalo viria de sua paixão arrebatadora pela senadora Padmé Amidala, a quem devia proteger. Eles se casam em segredo (quebrando outra regra dos cavaleiros Jedis) e tempos depois ela anuncia que está grávida. Anakim começa então a ter sonhos premonitórios, onde vê Padmé morrendo na mesa de parto logo depois de dar à luz, e mais uma vez o medo da perda vem à tona embotando o discernimento do nosso herói. Ele então "se vende" para os Sith, na ilusão de salvar a amada, e passa a ser comandado por um representante do mal, o Darth Sidious. Começa ai a derrocada do guerreiro que, ao recear ficar sem a esposa, termina perdendo a si mesmo, transformando-se no famoso e temido Darth Vader. 

Tô fazendo um "resumo resumido" para que você, meu caro leitor que não curte o Star Wars, possa entender do que pretendo falar.

Veja que o que levou o nosso candidato a herói para a derrocada foi aquilo que ele trazia dentro de si mesmo, e não o poder que possuía. Os dons eram ferramentas a serem utilizadas, apenas isso, mas a forma de usá-las e sua finalidade, isso sim, fazia a diferença.

Se formos olhar direitinho, cada um de nós possui um Darth Vader dentro de si. 
Temos em nosso íntimo as possibilidades iguais de nos tornamos belíssimos cavaleiros do lado luz, ou tenebrosos soldados das sombras que habitam dentro de nós mesmos. O que vai definir isso é a forma como nós nos comportamos diante das dores e alegrias que a vida nos oferta como oportunidades de aprendizado ao longo de nossa existência.

Anakim não tinha inteligência emocional para administrar perdas. Seu maior medo não era de monstros ou soldados externos, mas sim, dos internos, daqueles que lhe diziam que ele ficaria sem as pessoas que amava. Era o seu "apego" emocional a uma estabilidade que vinha de fora, e não de dentro de si, que o deixava vulnerável. E esse foi o motivo da sua derrocada. 

Quantas vezes isso acontece com a gente?
Quantos de nós não nos deixamos levar pelo nosso lado sombrio em vários momentos da vida? O medo de mergulharmos naquilo que realmente somos, de reconhecer o que está escondido no mais profundo de nós, nos torna vulneráveis a tudo o que vem de fora e, porque não dizer, à nossa própria inconsequência. Ficamos assim, a mercê dos fatos e dos acontecimentos, reagindo e não agindo diante da vida.

Alguns exemplos? Vamos lá. Vaidade, orgulho, melindres, motivados pela insegurança de não sabermos nosso real valor e que nos levam a competir e querer derrubar o outro, seja no ambiente de trabalho, religioso, social?! Raivas, mágoas e ódios quando nos vemos atingidos naquilo que nos é mais caro, valioso, como amizades, relacionamentos?!

Quantos não deixam de viver, se entregam à depressão, síndromes de pânico, melancolias, por não administrarem separações de entes queridos, seja pela morte, por uma separação física ou o fim de um relacionamento? E o que dizer daqueles que desistem da vida porque não conseguem encontrar dentro de si a coragem para mudar ou o auto-amor? Há ainda, aqueles que se paralisam diante da existência pela culpa e o remorso, ficando presos ao medo de viver. 

Há também os que derivam "para o lado negro da força" devido às ilusões que constroem para si de grandeza, superioridade, invencibilidade. As vezes nem percebem isso, acham que estão realmente trabalhando para o bem, para uma causa nobre, mas em verdade estão apenas objetivando o destaque, o prestígio, a idolatria, como uma compensação para a sua baixa auto-estima?!

É meus caros e persistentes leitores, o lado negro da Força também está em nós. 
Mas, nós podemos vencê-lo!

Sim, porque dentro da gente também há os guerreiros Jedis do bem, a turma da luz. Esses são forjados na luta do dia a dia, mas não se deixam levar pelos sentimentos e emoções menores. Eles são destemidos, corajosos, altruístas, vivem para ajudar ao próximo. Possuem sabedoria, força e até destaque, mas não se iludem com a vaidade e o poder, pois sabem que ele é transitório e apenas um instrumento para que eles possam fazer o bem. Eles se educam para assumir o que sentem, mas não para serem dominados por isso. Controlam suas emoções e sentimentos e as usam de forma sábia. Aprendem a perdoar, a tolerar, e conseguem dissolver querelas, disputas. Estes amam a si e ao seu semelhante.

Eis o nosso desafio existencial.
Todas as filosofias e religiões falam que nossa grande missão na vida é aprendermos a usar o nosso lado Divino, o nosso lado luz, a desenvolver o lado do bem em nós. Mas nós continuamos a optar, na maioria esmagadora as ocasiões, a alimentar o lado mais fácil, ou seja, o do instinto, o sombrio. Afinal com esse não precisamos fazer força é só dar-lhe vazão. 

Desenvolver nosso lado luz dá muito trabalho!
A gente tem que identificar, conter e redirecionar o que sentimos. E, vamos combinar, pense num trabalhinho incômodo?! É pauleira. Mas, assim como no treinamento Jedi, precisamos passar por testes de paciência, tolerância, desprendimento, resignação, força e determinação para vencer, não o que está fora, mas o que habita dentro de nós mesmos. Normalmente teremos que agir de forma diferenciada da "grande massa", e com isso sermos tachados de covardes, alienados, bestas ou "carolas". 

Porque, se o que estiver dentro for sólido, conhecido, nada que vier de fora pode nos mudar de rumo ou desestruturar. Uma vez luz, sempre luz.

Por isso desejo que nessa semana que se inicia, você possa investir no seu lado bom. Procure se conhecer, assuma suas fraquezas, e transforme-as em seu muro de sustentação sólido, forte, para encarar as dificuldades e desafios da vida. 

Lembre-se: nós sempre podemos vencer o nosso lado sombra ou negro. Basta jogar luz nele. 

E que a Força esteja com você!!   ;)
Boa semana.  

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

E que em 2016, o Novo Ano comece em você!

Olá pessoas!!!
Rapaz, último dia de 2015. Quem diria?!
O ano passou tão rápido que nem me dei conta que não escrevia há tempos aqui.
Mas hoje não podia deixar de vir aqui de jeito nenhum.

Cronologicamente falando chegamos agora ao final de mais um ciclo, um ano, um período, uma etapa das nossas existências. 2015 se despede com uma velocidade impressionante (nunca vi um mês de dezembro com tanta vontade de terminar, como esse ...) e, sem sombras de dúvidas, será um ano para entrar na história do Brasil e do Mundo. 

Em nenhum outro momento vimos tanto combate à corrupção neste país, tantas estruturas equivocadas começando a ruir. Apareceu gente de bem decidida a mexer na "casa de marimbondo" e mesmo correndo o risco de se picar, mandou ver. Em alguns locais a população foi pra rua e pras câmaras de vereadores e conseguiu barrar a orgia com o dinheiro público que os ditos "representantes do povo" pretendiam fazer. Show de bola!!

Uma movimentação bacana em torno do voluntariado, mesmo que para alguns ainda seja muito mais empolgação, oba oba e status, foi iniciada e começa a dar frutos em várias cidades. De certa forma leva as pessoas a refletirem que a sociedade onde estão inseridas também é de responsabilidade delas, de cada integrante. O bem estar do outro também depende da minha iniciativa, da nossa ajuda mútua.

Também tivemos problemas sérios e dolorosos: estouro da barragem em Mariana, a imigração dos refugiados na Europa, os ataques terroristas ceifando vidas e mais vidas, os eventos climáticos.

Um ano desafiante em alguns aspectos, principalmente no que se refere às questões do Eu, à aquilo que somos realmente. Marte regendo o período prenunciava que as "máscaras cairiam", que as pessoas este ano se mostrariam como realmente eram, e assim aconteceu. Nas relações interpessoais, profissionais, religiosas, políticas, as faces bonitas deram lugar ao obscuro que está dentro de cada um e muitos ídolos de barro ruíram. Que bom. As pessoas estão tendo que olhar para o "mostrengo" que guardam dentro de si e enfrentá-lo e aprendendo que é preciso muito mais para se conhecer e ao outro, do que apenas uma "bela fachada".

Bom, se eu for citar tudo, não cabe aqui, nem é esse o objetivo.

Tô relembrando algumas questões que pra mim foram mais marcantes apenas a título de ilustração, para mostrar que nenhum ano vai ser totalmente bom ou ruim. Cada período tem seus pontos positivos ou negativos e todos eles, sem exceção, possuem o objetivo de nos ensinar algo, de nos fazer crescer. Ilusão nossa achar que teremos uma vida sem problemas, perdas ou necessidades de escolhas. Não existe! Nos momentos de calmaria, a gratidão e a alegria devem tomar conta dos nossos corações num profundo agradecimento à Deus. Mas, nos momentos de dificuldades, dores, aflições, ai estão as nossas grandes oportunidades de mudança, de sair da acomodação, do marasmo em que nos colocamos muitas vezes por medo ou preguiça. Ai sim, a vida está nos dando uma grande chance de acertar e aprender o que, de fato, é importante, significa felicidade, faz a diferença. Ai também deve haver agradecimento.

De minha parte termino o ano de 2015 com um profundo sentimento de gratidão por absolutamente tudo que ele trouxe. Fácil, ele não foi. Mas, sem medo de errar, foi um ano de descobertas, novos aprendizados e, o mais importante, novos direcionamentos de vida. Um desejo imenso de resgatar algumas coisas que deixei de lado, de mudar outras, mas o mais importante é o de olhar com mais gratidão para mim mesma. 

Termino 2015 satisfeita comigo porque consegui cumprir algumas metas.
1. Voltei a fazer uma atividade física regularmente. O Pilates entrou por uma obrigação de saúde, para voltar a ter qualidade de vida, e hoje é um prazer imenso. Se eu pudesse, fazia aula todo dia!!! Agora vamos dobrar a meta (kkkk) e tentar incluir outra atividade física para complementar (meta 2016!!).

2. Voltar a viajar. Pegar a estrada sempre foi algo que me deu um prazer imenso. Tenho alma de cigana, apesar de gostar de ter meu pouso certo!!! Gosto de ir pro mundo, conhecer lugares, ver e ouvir pessoas, e passei anos sem fazer isso. Este ano voltei a realizar esse desejo, o que me rendeu maravilhosas memórias, com amigos incríveis e queridos, e uma leveza maior pra encarar o trampo nos demais dias do ano. Revigorei a alma a cada viagem, por menor e mais simples que ela tenha sido.

3. Encontrar equilíbrio. Esse foi um bom desafio, aprender a equilibrar tudo aquilo que é de fato importante na minha vida, dando a cada um deles (trabalho material e espiritual, família, amigos) o seu devido valor e espaço, e dentro disso achando também espaço para mim, para ficar comigo, me cuidar, ouvir uma música, ver um filme ou, como diriam os italianos, curtir um "dolce far niente" sem culpa alguma. Não vou dizer que cheguei ao ponto de equilíbrio do jeito que eu queria, mas já dei os primeiros passos para isso e, em 2016, essa meta continua firme e forte. (vamos dobrá-la, vamos dobrá-la!!) kkkk

4. Tomar posições. Opa, aqui foi um negócio meio punk. Mas consegui finalmente tomar algumas posturas para comigo esse ano, cujos frutos só serão percebidos realmente a médio e curto prazo por mim mesma. Decisões, antes proteladas, agora entraram na lista do "Top 10', ou seja, daquelas que passam a ser metas e objetivos concretos, e não mais empurradas com a barriga. Deixando muito lixo para trás, desocupando os espaços internos e externos para novas energias, novas ações e ocupações. Vejamos como isso caminha em 2016.

Bom, pelo que vi o novo ano será regido por Oxalá, ou seja Jesus (é bom mesmo o patrão chegar junto pra nos ajudar a botar "ordem na zona") e Iemanjá, a bela rainha do mar, muito ligada ao afetivo, à maternidade. Vai ser um ano de pensar no outro, no próximo, isso é bom. O Sol é o grande astro a iluminar o ano, ou seja, na medida certa dá fartura, beleza, ordem; no exagero traz problemas como queimaduras, destruição. No Tarot a carta é a do Eremita, ou seja, o símbolo da paciência e da sabedoria. 

Em todas as previsões os termos recomeço e sabedoria aparecem. Isso significa novas oportunidades, quebra do velho que não foi alicerçado em bases sólidas, o que surgiu da ilusão vai sumir do mapa para que algo de novo, real, sólido, chegue e cresça. Mas também é um ano onde a paciência será fundamental para que esperar os frutos crescerem e se tornem realmente maduros. Será um período de plantio para uma colheita mais próspera à frente.

Independente de como o ano seja, o que vai mesmo fazer a diferença é como você vai ser ou se portar em 2016. Como diz uma tirinha da Mafalda que eu amo: todos esperam que o próximo ano seja melhor, enquanto o ano é que espera que as pessoas sejam melhores. 

E assim é. O mundo só será melhor, de mais paz, amor, fraternidade, solidariedade quando eu e você conseguirmos introjetar essas coisas em nossos corações e, consecutivamente, conduta, construindo assim o ambiente que desejamos viver. O que nos cerca é o resultado direto do que somos, do que sentimos e pensamos.

Portanto, se você quer um 2016 realmente diferente olhe pra si e veja o que podes mudar em si mesmo. O resto virá por acréscimo.

A você deixo um bj no coração e o desejo sincero de um Novo Ano na nossa vida, em todos os sentidos. Mas não fora, e sim, dentro da gente.

Até 2016!!!!!!